quinta-feira, 11 de novembro de 2010

OBRIGADO AO HOMEM DO CAMPO


A música de Dom e Ravel (40 anos atrás) já resumia toda a gratidão pelo homem do campo.
“Obrigado ao homem do campo
Pelo leite o café e o pão
Deus abençoe os braços que fazem
O suado cultivo do chão.”
Segundo dados do Ministério do desenvolvimento Agrário, o Brasil conta com 4 milhões de pequenas propriedades rurais e 343 mil consideradas de médio e grande porte, dedicadas ao manejo da terra e responsáveis pela ocupação de 16,2 milhões de trabalhadores.
Produzindo mais de 145 milhões de toneladas de grãos, gerando empregos e renda, Agribusiness (armazenagem, transporte e distribuição de produtos agrícolas e derivados), peso nas exportações, agroindústria e grande participação no PIB, tudo isso parece ter pouco valor no cenário nacional.
O homem do campo enfrenta muitos desafios no dia a dia.
O clima, as pragas, as ervas e as doenças já são de tirar o sono de qualquer um, mas com esses, ele já está acostumado a lutar e conviver diariamente.
E, diga-se de passagem, é uma luta árdua.
Pior que esses desafios, são a falta de incentivos financeiros para o plantio, para aquisição de maquinários, garantia de preços mínimos, seguro agrícola, liquidez do produto, armazenagens, falta de subsídios, etc.
Talvez seja por isso que o êxodo rural seja tão grande.
Repassar a missão para os filhos torna-se quase impossível, pois já não querem sentir na pele o mesmo sofrimento dos pais.

No próximo ano, inicia-se um novo mandato presidencial, quem sabe a agricultura seja vista com “melhores olhos”.
Valorizar um pouco mais esses homens, mulheres e famílias que de geração em geração trazem o sustento para tanta gente e geram divisas para o país.
Se somos um país com características agrárias, porque a agricultura não é lembrada com a mesma ênfase da educação, saúde e segurança?
Esses fortes estão arriscando tudo sozinhos, gerando empregos, produzindo grãos, batendo recordes e não são lembrados.
Exceto pelas cooperativas, das quais eles são os próprios donos.
Esperamos sim, do próximo governo o respeito, o reconhecimento e a justiça.
Uma classe que não é pequena e é formadora de opinião.
É bom que se lembrem disso!
Ao homem do campo, os nossos sinceros agradecimentos!

Essa é a pérola do dia
Pense nisso!
Alcir Antonio Chiari
Gerente Integrada Rg. Assaí
www.alcirchiari.blogspot.com

PLANTANDO IDEAIS

Os doze filhos de Sr Miguel acordaram cedo e foram cada um com sua enxada “duas caras” para roça, era dia de plantio de milho.
Um morro pedregoso, de solo raso, pouco produtivo e de difícil acesso.
Mas as ordens do pai tinham que ser cumpridas a risca.
Passaram o dia todo abrindo covas e semeando duas a três sementes por cova, um trabalho todo artesanal, cansativo e de pouco resultado, pois a área era pequena e de topografia muito inclinada.
Final da tarde Sr Miguel veio fazer a vistoria dos serviços executados, e um dos filhos
(o mais esperto, visionário e ousado), perguntou:
-quanto o Sr pretende colher de milho aqui?
- vinte carros de milho respondeu.
- e quanto custa cada carro de milho?
- setenta cruzeiros (moeda da época) respondeu novamente.
O menino pensou um pouco e rapidamente voltou a questionar:
- vinte carros de milho multiplicado por setenta cruzeiros vão dar um mil e quatrocentos cruzeiros.
“E o que co se qué com essas continha”, perguntou o pai?
É que a família dos “Piloto” estão pagando vinte cruzeiros por dia para colher café, pois a safra deles está muito grande e a mão de obra esta escassa.
Se o Sr nos mandasse para lá prestar serviço, receberíamos duzentos e quarenta cruzeiros por dia e em uma semana já teríamos o valor aproximado para comprar esses vinte carros de milho, sem a espera do ciclo do milho, os riscos com clima e pragas, e ainda poderíamos fazer outras atividades mais lucrativas na nossa propriedade durante esse período.
O pai enérgico deu o sermão.
“Nóis têmo que prantá porque sômo agricultor e precisamô ajudá o Brasil a sê o celêro do mundo em produção de grão”
“Onde ocê pensa que vai chegá com essas continha muleque”?
O menino calou-se, pois sabia que mais tarde iria levar uma coça por sua ousadia em questionar o pai na frente dos irmãos(as).
Sr Miguel era um homem muito rígido e centralizador nas suas decisões e sempre seguiu seus instintos, era um idealista.
Eram tempos de mudanças, condições econômicas eram outras e ele não percebeu.
Dois anos se passaram, as dificuldades financeiras apareceram e se agravaram e ele foi obrigado a vender o sítio.
Os compradores foram os Piloto, uma família de gente trabalhadora, com visão e análise estratégica, onde os filhos participavam das decisões.
O idealismo isolado e sem análise, perdeu para viabilidade econômica.
Unir os dois seria o ideal.

Essa é a pérola do dia
Pense nisso!

Alcir Antonio Chiari
Gerente Integrada – RG. Assaí
www.alcirchiari.blogspot.com