domingo, 3 de outubro de 2010

COLUNA RURAL

PREZADOS AMIGOS
Estamos na reta final. À partir da noite deste domingo, dia 3, vamos saber quem irá dirigir nossos destinos pelos próximos 4 anos, ou até 8, já que ninguém fica só quatro anos, a não ser que seja muito ruim e faça um péssimo governo. Também vamos saber os nomes dos parlamentares que nos representarão nas casas legislativas. O desejo do cidadão nesse momento, é que nenhum deles nos decepcione e cumpra seu papel com lisura, honestidade e muita transparência. O povo está cansado das falcatruas e maracutaias perpetradas por muitos desses que hoje nos representa. A hora e a oportunidade de dar um basta é essa. A melhor arma para combater os aproveitadores é o voto consciente. Não venda seu voto por um copo de cerveja, ou um quilo de carne, ou uma passagem de ônibus. Vamos cumprir nosso direito constitucional, embora eu seja contrário ao voto obrigatório, não me furtarei em cravar na urna eletrônica aqueles candidatos que espero, que não me decepcionem. Uma boa leitura e uma boa eleição.

AMENDOIM I – Uma das oleaginosas mais cultivadas em todo o mundo é o Amendoim, sendo a quarta mais importante, superada apenas pela soja, algodão e pela colza, esta última merece um comentário mais longo em uma próxima coluna. A utilidade do amendoim não se restringe apenas a produção de óleo, mas também para produção de confeitos, doces, pastas ou consumo in natura. Possui um excelente potencial para ser utilizado como biocombustível devido ao alto teor de óleo na sua composição.

AMENDOIM II – O plantio do amendoim, no nosso estado, pode ser feito em duas épocas, utilizando cultivares de ciclo precoce ou intermediário (de 90 a 140 dias), segundo o Instituto Agronômico do Paraná – IAPAR. Na safra das águas, a semeadura é realizada de setembro a novembro e na safra da seca, entre dezembro e janeiro. Os especialistas indicam que a época ideal é a aquela em que o ciclo da cultura coincide com altas temperaturas, já que as temperaturas baixas prolongam o ciclo e aumentam a incidência de doenças fúngicas. A planta gosta de solos drenados, de preferência arenosos que facilita a penetração das raízes e facilita o arranquio das vagens.

AMENDOIM III – Diversas cultivares estão disponíveis no mercado, mas segundo o IAPAR, as cultivares IAC Tatu ST e Runner IAC 886, são as mais indicadas e adaptadas para as diferentes regiões do Paraná. Elas possuem um potencial produtivo de até 4.500 kg/hectare e teor de óleo de 56%. Entretanto, a cultivar IAPAR 25-Tição, de tegumento de semente de cor preta e porte ereto, apresenta bom potencial produtivo e alto teor de óleo, sendo indicada para a produção de óleo, já que a coloração do tegumento deprecia sua aceitação pelas industrias alimentícias. O amigo leitor que queira maiores informações sobre amendoim, recomendo entrar em contato com a área de fitotecnia do IAPAR, através do fone 43-3376.2336, ou acessar o site www.iapar.br.

BARRIGA D’ÁGUA – Uma zoonose que vem preocupando as autoridades de saúde é a doença causada por um verme de nome complicado chamado de Schistosoma mansoni , que causa a Barriga d’água, ou esquistossomose. É uma doença séria, pois ataca principalmente fígado e intestinos e pode causar nos casos mais graves, sérios problemas de saúde, inclusive chegando à óbito. A transmissão se dá através das pessoas contaminadas que fazem suas necessidades fisiológicas próximas a lagoas, rios, represas, ou até em banheiros sem rede de esgoto, eliminando os ovos. Em contato com a água, as larvas saem dos ovos e entram nos caramujos, onde vão se desenvolver transformando-se em vermes. Nesta fase, o verme sai do caramujo e entra na pele das pessoas que estiverem em contato com a água servindo de hospedeiro, reiniciando o ciclo novamente.

BARRIGA D’ÁGUA I – A detecção da doença só é feita através de exame bacteriológico das fezes, e a pessoa infectada pode não sentir nada, entretanto o sintoma mais freqüente é a dermatite cercariana, que é coceira e vermelhidão local onde o verme penetrou. Outro sintoma típico é a sensação permanente de estomago cheio, náuseas, vômitos, diarréia, constipação intestinal, emagrecimento, tonturas, sangue nas fezes, paralisia, vômitos com sangue, aumento do baço e do fígado, varizes dentro do esôfago e por fim a barriga estufada, conhecida como barriga d’água. A doença é tratável e pode ser curada através de uma dose única de medicação, sendo gratuita a aplicação bastando para isso, procurar um posto de saúde para fazer os exames necessários e receber orientações sobre a doença e o tratamento.


REFLEXAÕ
“Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo” Carlos Drummond de Andrade

Luiz Eduardo Sá Barreto
Eng. de Pesca
lesba@onda.com.br

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