Alguns mecanismos biológicos começam a ser elucidados pela
ciência, e já auferimos a aplicação destes conhecimentos em terapias que ajudam
a memorizar mais e melhor, e também ajudam a apagar da mente experiências ruins
que atormentam a vida de alguns.
O premio Nobel de Medicina, escreveu em seu livro “Em Busca
da Memória – O Nascimento de uma Nova Ciência da Mente” que nós estamos na
transição de uma década voltada a investigação dos mistérios de funcionamento
do cérebro para uma década dedicada à exploração de tratamentos para disfunções
cerebrais”. Isto é ótimo!
A neurociência é atualmente um dos campos mais promissores
da medicina porque o homem precisa compreender melhor os mecanismos que se
desenrolam em seu cérebro. Esta estrutura de apenas 1,4 kg em média e que possui
em torno de 100 bilhões de neurônios realizando alguns trilhões de sinapses
todos os dias para armazenar na mente as informações que recebe continuamente.
O cérebro nunca trabalhou tanto, mas a nossa identidade, sem
nenhuma dúvida, é o conjunto de experiências, de informações, de leituras, de
imagens, de sensações e de todas estas coisas que armazenamos em nossa mente.
Lembrar de tudo depende da facilidade com que nossa memória acessa os
“arquivos” e sempre que ela não é competente, perdemos capacidade de interagir
com tudo que nos rodeia.
A neurociência destaca-se no campo das ciências médicas
porque hoje o homem vive muito mais que outrora, mas principalmente porque sua
vida é uma avalanche de informações diárias e seu cérebro precisa processar
selecionar e reter tudo aquilo que considera importante, para uso futuro.
Existem diferentes tipos de memória, mas as principais são: Memória
de trabalho que você usa na realização de suas tarefas diárias. Memória
sensorial que está sempre associada aos nossos sentidos (olfato, visão, audição,
tato, paladar). Memória de reconhecimento que nos permite reconhecer tudo que
nos cerca. Memória de conhecimento que arquiva os fatos e informações que
recebemos ao longo do tempo. Memória de procedimento que usa as informações
arquivadas e nos induzem a agir assim ou assado.
E boa cabeça ou boa memória, é função da boa execução das
sinapses, ou das conexões sinápticas que sempre envolvem a produção de novas
proteínas, nos neurônios.
O professor Antonio Damásio (Universidade de Los Angeles –
Califórnia – USA), é reconhecido como um dos mais respeitados neurocientistas
da atualidade. Veja o que ele disse;
“Não existe capacidade de guardar algo na mente, sem emoção.
É a emoção que estabelece como as nossas informações serão guardadas na
memória.”
É por esta razão que você não lembra fatos que realiza
automática e mecanicamente. Não lembrar onde estão as chaves do carro, por
exemplo.
Dicas simples para ter uma boa cabeça:
1- Alimentar-se bem. Isto parece simples, mas não é. Eu
sempre recomendo: saiam da mesa com um pouco de fome. Nunca saia empanturrado.
Quase nunca sou ouvido!
2- Ria e viva sempre alegremente. Os estados de alegria
atenuam dores extremas porque as endorfinas liberadas fazem um bem imenso ao
organismo.
3- Mantenha-se em boa forma física. Mexa-se mais, caminhe,
exercite-se porque parece incrível, mas o volume de massa cinzenta aumenta
significativamente com exercícios físicos e aeróbicos. Recomendo diariamente
Tibetanos Cinco. É só teclar no Google, meu prezado.
4- Durma bem. Para eu, dormir bem significa acordar disposto
para trabalhar com afinco o dia que inicia. Independe do número de horas e
depende de como você dorme.
5- Drogas nem pensar. Afinal você é templo do Espírito
Santo.
6- Exercite seu cérebro lendo muito, estando sempre atento e
exija trabalho contínuo de sua mente. Albert Einstein era hilário e dizia com
freqüência quando queria dar uma folga a sua mente: “Vou caminhar um pouco. Vou
levar meu cérebro para passear.”
7- Não há comprovação científica, porém o chá de alecrim é
ótimo para a memória. Tão simples e para mim, muito eficaz.
A medicina já confirmou que não existe memória fixa e
imutável. A nossa memória está sempre se adaptando, mudando e a degradação e a
síntese de proteínas responsáveis pelas sinapses, quando em equilíbrio de mais
de uma centena de substâncias químicas (neurotransmissores, receptores,
hormônios), é a chave para a cura de muitas doenças psicossomáticas,
psiquiátricas e neurológicas.
Conhecer a natureza da mente humana, conhecer as habilidades
incríveis do cérebro humano é o desafio maior dos neurocientistas de todo o
mundo.
Pelo que sei, entendo que estamos no início do entendimento
de nossa capacidade de raciocínio. O que me faz exclamar:
“DEUS é fantástico.”
Com carinho
João Antonio Pagliosa
Engenheiro Agrônomo pela UFRRJ em 1972
Servo útil de DEUS a partir de 2007

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